Reflexão Diária

O Medo

22 de Maio
A expressão visível de insegurança interior
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O medo tornou-se num sentimento comum ao ser humano. Muitas pessoas olham para o amanhã com receio. Tudo lhes parece sombrio e misterioso. Gostariam de saber o que vai acontecer; no entanto, sentem-se amarradas ao presente e, às vezes, angustiadas pelo passado. O medo é quase sempre a expressão visível de um sentimento de insegurança interior. Existem pessoas que não se atrevem a sair de casa sem consultar o horóscopo. Para se manterem atualizadas, fazem uso compulsivo e indiscriminado de certos meios de comunicação social. Estes, na intenção do cumprimento de um considerado dever profissional, têm escravizado milhões de pessoas, sem que disso elas tenham uma real perceção. A maioria da sociedade veste-se, come e comporta-se segundo os padrões exibidos pelos meios de comunicação social. Além da transmissão subliminar de certos padrões, têm exibido apologeticamente conceitos humanistas que colocam o ser humano no centro de tudo. A mente humana é bombardeada durante as vinte e quatro horas do dia. Em consequência, o homem do séc. XXI encontra-se ainda mais confuso, angustiado e violento. Dir-se-á que o ser humano de hoje é quase sempre uma marioneta dos seus próprios temores. A ditadura dos média passa a ideia de que tudo é relativo. Sendo assim, cada um pode fazer como achar que é melhor para si, sem ter em conta as consequências das suas escolhas sobre outros. Por isso, instalou-se uma confusão de valores morais, éticos e espirituais, sem precedentes. Temos como consequência, também, a desintegração da família; e por arrasto inevitável, a desagregação progressiva da sociedade. Afinal, quem determina o que está certo ou errado? Os meios de comunicação social têm-se arrogado esse direito. Os efeitos estão à vista. Os cidadãos sentem-se inseguros sem saber mais no que devem acreditar. Isto produz uma angústia interior que é camuflada pelas escolhas pessoais, na tentativa de um sincretismo próprio. Neste contexto, Ralph W. Emerson lembra que “o medo emerge sempre da ignorância”. E Thomas Carlyle afirma que “não há ignorância como aquela do homem ignorar Deus, nem pobreza como a da alma”. Ao longo da História, inúmeras pessoas tiveram medo de Deus. Se também você sente medo, se perdeu as referências e não sabe para onde ir ou em que acreditar, volte-se, sem receio, para os padrões perenes dados à Humanidade pelo Autor da Vida e encontrados na Bíblia. Eles são a única referência fidedigna. Não mudaram, como Ele próprio não muda.