Extraordinário curso em 10 lições, com questionários incluídos, ideal para refletir, realizar um diagnóstico e reconstruir os relacionamentos familiares, sempre com a palavra e a noção de Amor como fundamento.

Lições

Jesus e a Sua Família

?Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam. Se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela? (Salmo 127:1).

O projecto ?Family Strengths?, em Oklahoma, desenvolveu uma pesquisa junto das famílias, que contou com o apoio do Serviço de Extensão Cooperativa de Oklahoma. Trabalharam em conjunto com uma única finalidade: ?descobrir famílias particularmente fortes? e identificar os factores que as tornam assim. Foram encontradas nestas famílias as seguintes características:

1) Empreendem muitas coisas em conjunto.
2) Possuem bons padrões de comunicação.
3) São comprometidos uns com os outros.
4) Têm capacidade para lidar de modo positivo com as crises.
5) Expressam muito apreço entre si.
6) Possuem fortes convicções religiosas.

Detenhamo-nos na última característica: ?Fortes convicções religiosas?.

Uma pesquisa, realizada nos últimos anos, mostra que existe uma relação positiva entre religião, felicidade no casamento e felicidade familiar. Um alto grau de orientação religiosa leva a família a um compromisso com um novo estilo de vida espiritual que consiste, sobretudo, na consciencialização da presença de Deus, o que fornece à família um sentido de propósito, de apoio e de fortalecimento. Nos lares onde se procura um relacionamento maior com Deus, há mais paciência de uns para com os outros, os seus membros tornam-se mais perdoadores, mais dispostos a vencerem os maus sentimentos, mais positivos e mais capazes de apoio nos seus relacionamentos. O segredo da promoção de uma boa vida em família consiste, simplesmente, em ?promover o relacionamento da família com Jesus Cristo?.

?Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu nome, aí estou Eu no meio deles.? ? Jesus Cristo (Mateus 18:20).

I - Cultivar a Presença de Jesus

Ter fé em Jesus Cristo é ter com Ele um relacionamento íntimo e significativo. Mas o próprio Jesus não age como uma pessoa comum. Ele não anda por aí, para que possamos vê-l?O. Não conversa connosco, não nos escreve, nem nos telefona. Ele é uma pessoa, mas não é uma pessoa comum. Se, individualmente e em família, não O buscarmos, não poderemos relacionar-nos com Ele.

A fé não é uma fortaleza onde nos refugiamos para ficar acima dos conflitos e tribulações da vida. Não é uma fuga, é antes uma arma com a qual enfrentamos todas as batalhas e embates que se nos apresentam. A fé não nos coloca numa posição privilegiada em que podemos dispensar a experiência, e de onde contemplamos a realidade de Deus, numa espécie de esplendor à parte. A fé não é edificada pela argumentação, mas sim, através de encontros com Jesus.

Se o casal deseja experimentar total unidade no casamento, deve unir-se no propósito de procurar encontrar-se com Deus. Sem unidade espiritual, jamais será possível uma total unidade na compreensão, aceitação um do outro, comunicação aberta e sincera sobre as diferenças e nos problemas da vida a dois, bem como um diálogo franco sobre sexo. A unidade espiritual proporciona um poder superior ao que os casais comuns conhecem no seu casamento. Portanto, cada cônjuge necessita de compreender a importância de juntos adorarem a Deus.

O que significa realmente adorar a Deus com o seu cônjuge? Será que se trata da assistência regular do marido e da esposa aos serviços religiosos duma igreja? Isso ajudaria; porém, a verdadeira adoração começa dentro da quietude do indivíduo.

A ? Quatro Importantes Meios de Adoração

1) Devoção Pessoal ? É impossível viver uma vida espiritual saudável e coerente quando não existe um tempo separado para a devoção pessoal. O tempo que cada um dedicar ao relacionamento com Deus, ajudará certamente no fortalecimento do vínculo conjugal e familiar.

2) Oração ? É importante desenvolver o hábito de uma vida de oração particular e pessoal acompanhada do estudo da Bíblia e devoção. Mas também é importante que, diariamente, o casal tenha o hábito de orarem juntos. O casamento pode ser completamente transformado quando, juntos, marido e mulher se dirigem ao Senhor, regularmente, em oração.

3) Culto Familiar ? Nesta época de tanta agitação e desenvolvimento, quase não se ouve mais falar de pais que reúnem em torno de si os seus filhos, para cantarem, lerem uma história, ler um versículo da Bíblia e orarem juntos.

Perdeu-se de vista a importância do culto familiar, esse momento em que a família pára e se reúne para adorar a Deus.

Sugestão para o culto familiar

Ter um horário definido para o culto de manhã e à noite. O mesmo deve ser realizado no local mais apropriado e mais aconchegante do lar.

A música deve fazer parte do culto. As crianças gostam de cantar. Se os filhos estão presentes, escolham, de preferência, hinos que eles gostem de cantar.

Ensine sem pregar. Tudo o que os pais têm a fazer é contar aos filhos uma história com um fundo moral. Sem esquecer de, em momentos oportunos, contar as suas próprias histórias de vitórias com Deus.

Dê oportunidade para agradecimentos e também para pedidos.

Lembre-se de que cada culto deve incluir alguma actividade da qual a criança possa participar. Tanto as crianças com os adultos aprendem com a prática.

As crianças gostam de ilustrações. Por isso, gravuras, desenhos, são de grande importância, para que o culto seja atraente, interessante e dinâmico.

Faça um culto objectivo, variado e informal. Lembre-se que o período de atenção das crianças é curto, por isso, o culto não deve ser longo.

4) Frequência Sistemática à Igreja ? Quase todos os casamentos começaram e começam diante de um altar, numa igreja. Muitos casamentos fracassam porque o casal se esquece de voltar à igreja, para continuar a receber as bênçãos de Deus no seu casamento, no seu lar e na sua família. Participar regularmente das actividades de uma igreja é extremamente importante para o fortalecimento e união do casal, bem como de toda a família.

?Quando Cristo está no coração, vive na família. Pai e mãe sentem a importância de viver em harmonia com o Espírito Santo, de maneira que os anjos celestes, que ministram aos que hão-de herdar a salvação, ministrarão para eles como mestres que são no lar, educando-os e preparando-os para a obra de ensinar os filhos. É possível ter no lar uma pequena igreja que honre e glorifique ao Redentor.? ? Ellen White.

Muitas pessoas viram o filme ?Titanic?, a história da infeliz viagem inaugural do soberbo navio que, em 1912, chocou com um iceberg no Atlântico Norte, e se afundou, roubando a vida a 1200 pessoas. Durante o dramático desenrolar da história filmada, ouve-se alguém perguntar várias vezes: ?Quem é que está no comando aqui?? E, realmente, esta era a pergunta crucial: Quem os poderia orientar nesse momento de desastre iminente?

A história do Titanic ilustra bem a situação da família hoje. Ela é como um barco que sofreu uma terrível avaria. Nós também quase desejamos perguntar: ?Quem é que está no comando aqui?? Quem é que pode salvar o casamento e a família da desgraça que os ameaça?

O Titanic afundou-se. O capitão, o homem que estava no comando, não pôde fazer nada para o salvar. Ele dispunha dos melhores recursos que a inteligência, a engenharia e a tecnologia podiam produzir, mas estes meios não foram suficientes para impedir o desastre.

A Bíblia fala-nos de um outro barco que, uma noite, estava desgovernado, no meio de um mar turbulento e adverso. Os homens tinham feito tudo o que podiam, mas nada adiantou. ?Ondas enormes começaram a rebentar dentro do barco, até que este estava quase cheio d?água e prestes a afundar? (Marcos 4:37). Em desespero, os passageiros daquele barco voltaram-se para um homem que, estranhamente, estava a dormir profundamente no fundo do barco. Era Jesus. Apavorados, correram a acordá-l?O: ?Mestre, nem Te preocupa que estamos todos prestes a afogar-nos? Então Ele repreendeu o vento, e disse ao mar: ?Aquieta-te!? E o vento parou e houve grande calma. Então Ele perguntou-lhes: ?Porque estavam com tanto medo? Ainda não têm confiança em Mim?? (Marcos 4:38-40).

Aquela embarcação não se afundou, porque nela viajava um Homem que tinha autoridade sobre as próprias forças que a ameaçavam. Se o mesmo Homem ? Jesus Cristo ? estiver presente no nosso lar, conduzindo a nossa família, com toda a certeza, esta não sucumbirá ao naufrágio. Quando Jesus assume o comando, os poderes que ameaçam fazer submergir o lar cristão recuarão e baterão em retirada. Se, porém, a família deixar Cristo a dormir lá no fundo do bote, é bem provável que ela mesma seja varrida, do barco para o alto mar, pela força das ondas.

A família cristã tem diante de si duas alternativas: ou dá a Jesus o direito de estar presente no lar, conduzindo e dirigindo todas as coisas, ou continua a esforçar-se ao máximo, remando com as suas próprias forças, enquanto as ondas dos problemas e das dificuldades que a rodeiam, se elevam cada vez mais.

Que alternativa escolherá?

?Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto? (Isaías 55:6).