Extraordinário curso em 10 lições, com questionários incluídos, ideal para refletir, realizar um diagnóstico e reconstruir os relacionamentos familiares, sempre com a palavra e a noção de Amor como fundamento.

Lições

Administrar as Finanças da Família

Para a média dos indivíduos, cerca de 80% do dia útil é passado a:

? Pensar no dinheiro.
? Perseguir o dinheiro.
? Sonhar com o dinheiro.

?O dinheiro pode ser a casca de muitas coisas, mas não o miolo. Provê alimento, mas não apetite; remédios, mas não a saúde; conhecidos, mas não amigos; criados, mas não lealdade; dias de alegria, mas não a paz e a felicidade.? ? Henrik Ibsen.

A Bíblia adverte-nos: ?A raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Levados por ela, muitos perderam a fé e meteram-se em grandes aflições? (I Timóteo 6:10).

Vivemos num mundo agitado, competitivo e consumista. A sociedade é movida pelo dinheiro e, sem ele, o mundo pára. Os estímulos para a aquisição de produtos e bens são muitos e, para alguns, irresistíveis, levando a um consumo excessivo e perturbando a estabilidade financeira das famílias.

Nada consegue prejudicar o relacionamento conjugal tão depressa como os problemas associados à má administração do dinheiro. Se os cônjuges desejam usufruir de um bom relacionamento é absolutamente essencial desenvolverem competências para lidarem com o dinheiro.

I - Organizar as Finanças da Família

?É preciso sabedoria para construir uma casa e inteligência para a tornar segura. Com experiência, enchem-se os quartos com objectos valiosos e de bom gosto? (Provérbios 24:3-4).

Toda e qualquer estabilidade financeira depende de três importantes acções:

1 ? Fazer um planeamento

Disse alguém: ?Quando se falha em planear está a planear-se falhar.?

a) Estabelecer alvos financeiros

A maioria dos casais discute muito sobre o dinheiro porque não estabelece alvos financeiros para a família e não fala sobre eles. Muitas discussões surgem simplesmente por diferença de objectivos e de prioridades. O marido pode achar que a compra de um carro é a prioridade, enquanto a esposa pensa que economizar para dar entrada para uma casa é muito mais importante. As prioridades devem ser avaliadas em função das reais necessidades da família.

b) Três tipos de planeamento

Planear é predeterminar um curso de acção. Existem três tipos de planeamento:

1 ? A curto prazo ? tem que ver com as despesas mais regulares. Exemplos: compra de móveis, vestuário, pagamento de impostos, férias, etc..

2 ? A médio prazo ? compra ou troca de automóvel, compra de um terreno, uma viagem especial, etc..

3 ? A longo prazo ? aquisição ou construção de casa própria, universidade para os filhos, plano de reforma, etc..

Num planeamento, é importante fazer projectos claros e bem definidos, descrevendo detalhadamente o que se pretende fazer. Se se vai adquirir algum bem é bom definir o que vai ser comprado, quanto custará, quando vai ser comprado, como vai ser pago e de onde sairão os recursos para pagar.

Ao planear investimentos deve ser levado em consideração que há outras despesas fixas e variáveis em cada mês.

2 ? Elaborar um orçamento

O orçamento é a ferramenta para o sucesso na vida financeira. Nele estarão incluídas as metas planeadas e como fazer para as alcançar. Estão incluídos os bens e os produtos que serão adquiridos e consumidos para satisfazer as necessidades básicas da família, devendo recusar-se todos os bens e produtos criados pelo ?consumismo?. Estarão indicados os rendimentos da família e as despesas e, no final, analisar-se-á o saldo entre ambos:

O equilíbrio e a saúde das finanças familiares exige que as despesas sejam inferiores às receitas, para que se possa formar um fundo de reserva que permita a realização dos objectivos de médio e longo prazo. É importante lembrar que, num orçamento familiar, tanto o marido como a mulher devem estar de acordo e interessados em levá-lo a efeito. Consegui-lo é questão de autodisciplina, um acto da vontade.

Cinco Razões Para se Ter um Orçamento Familiar:

1) Orienta os objectivos da família.
2) Estabelece controlo de gastos.
3) Promove a disciplina necessária.
4) Provê para os imprevistos.
5) Une a família no processo de decisão.

3 ? Controlar as Despesas

O objectivo da família deve ser manter as contas equilibradas. Uma tendência para o consumismo põe em perigo a independência financeira de uma família. Por isso, deve-se fazer algumas perguntas antes de comprar:

1) Necessito disto realmente?
2) O preço está ao meu alcance?
4) É esta compra motivada pelo consumismo?
6) Tenho dúvidas sobre isto?
7) É um bom investimento?
8) Posso pagar a pronto, ou fico com uma dívida?
9) É importante para a minha família?

Evite dívidas. Não viva além do que pode. Muitas pessoas compram coisas de que não precisam, com dinheiro que não têm, para impressionar a quem não amam. Muitos casais trocam um prazer momentâneo por um grande pesadelo, ao não resistirem ao apelo das compras.

Cuidado com os cartões de crédito. Para muitos, a maior dificuldade em controlar as despesas encontra-se no uso de cartões de crédito. Estes representam dois perigos: Por um lado, esbate-se a impressão de se gastar o dinheiro. Por outro, não dispomos de um meio automático para ver quanto resta no nosso orça-mento. Segundo as estatísticas, uma família que usa cartão de crédito gastará 34% a mais por ano do que uma família que não faz uso dele. Com crédito compra-se com mais frequência e mais facilmente se pagam preços elevados.

II - Dicas para o Controlo Financeiro

?Saber gastar é tão importante quanto saber ganhar.?

1) Não compre a crédito. Comprar a pronto ainda é a melhor forma de comprar.

2) Uma das melhores maneiras de ?esticar? os seus rendimentos é saber o que comprar e como fazê-lo. Nunca faça compras no primeiro lugar onde entra. Faça uma pequena pesquisa no mercado. Vivemos numa sociedade onde a concorrência é muito forte e pode-se sempre conseguir algo mais barato.

3) Examine a qualidade do que está a adquirir. Um produto de qualidade superior pode ser mais dispendioso, mas durar mais, do que um de qualidade inferior. ?O que é barato sai caro.?

4) Não se deixe impressionar pelas embalagens, estas só revelam aparência e não conteúdo.

5) Nunca compre sob o impacto de uma campanha. Hoje, como nunca, o mundo está cheio de ?pseudonecessidades? criadas pelo marketing. Saiba distinguir o essencial do supérfluo.

6) É importante ter uma lista de compras básicas. Isso facilita o cálculo do orçamento e evita gastos supérfluos.

7) Evite ir às compras com fome. Nessas situações, ?o estômago sobe à cabeça? e acabamos por comprar além do previsto.

8) Se optar pelo uso do cartão de crédito, faça-o com bom senso.

9) Cuidado com os cartões ?Cliente?. Esses cartões existem para incentivar o consumo e induzem o consumidor a comprar além das suas necessidades e possibilidades reais.

10) Controle as despesas com o automóvel.

III - Princípios Básicos de Sucesso Financeiro

Gratidão

Um princípio básico para uma gestão financeira abençoada é uma atitude de gratidão. O reconhecimento de que Deus é o doador de todas as dádivas: ?Lembra-te que o Senhor teu Deus é quem te dá força para adquirires poder? (Deuteronómio 8:17).

Generosidade

Jesus disse: ?Os pobres sempre os tereis convosco? (João 12:8). Uma atitude de generosidade e partilha para com os pobres, os enfermos e os necessitados revela uma relação saudável com o dinheiro, uma relação de domínio próprio e não de dependência e revela, ao mesmo tempo, um coração humano e fraterno.