Qual é o mais importante: O Antigo ou o Novo Testamento?

Apologética

A Bíblia responde...

Na área jurídica, um novo testamento anula o antigo. É assim que devemos compreender a separação das nossas bíblias em Antigo e Novo Testamento? Apesar das Bíblias se separarem entre Antigo e Novo Testamento, a palavra para Testamento é traduzida da palavra Diatheke que tem mais o sentido de aliança, pacto ou concerto. É por isso que o Novo Testamento não anula o Antigo. Ainda assim, alguns cristãos são acusados de dar demasiada atenção ao Antigo Testamento, mas a realidade é que eles fazem uma leitura integral de toda a Bíblia e não só do Novo Testamento. Se desprezarmos e depreciarmos o Antigo Testamento perdemos todas as Escrituras que Jesus e a Igreja apostólica tinham no Seu tempo e que acalentaram e deram esperança a todos os crentes (Lucas 24: 27 e 32) e usaram em busca de autoridade escriturística para suas crenças e práticas. Perder o Antigo Testamento é perder o fundamento da maior parte dos temas da Bíblia. Onde encontraríamos melhor explicação do Santuário, o coração de toda a vida espiritual? Ali encontramos a promessa do Messias, o porquê do mal e do pecado. Muitas das lindas e maravilhosas promessas do promessas do Novo, foram prometidas no Antigo. No Antigo perdemos o Éden (Génesis 1, 2 e 3), mas no novo o Éden é restaurado (Apocalipse 19, 20 e 21). No Antigo temos a problemática, no novo a resolução. É por isso que há quem diga que o Antigo é onde encontramos as raízes de uma árvore que frutificou no Novo. O Novo sem o Antigo é a resposta sem a pergunta.

Ler o Antigo testamento, não é sinónimo de traição da fé cristã e da salvação pela graça em Jesus Cristo. Porque o Antigo Testamento não é antagónico com o Novo e não apresenta um outro plano de salvação (Génesis 3: 15; Hebreus 11), ou um outro Deus incomparável (Isaías 40). Deus não se engana ou muda de opinião (Malaquias 3: 6). Não tem necessidade de corrigir um Testamento. É por isso que mesmo o Novo Testamento se reporta ao Antigo Testamento a todo instante. São cerca 250 citações diretas. Se alusões e paralelos verbais forem incluídos, então o número passa de 2.500. Por isso, mesmo no Antigo Testamento temos o relato maravilhoso do sacrifício de Cristo (Isaías 53), o mesmo Deus de misericórdia (Êxodo 34: 6; 2 Reis 13: 23; 2 Crónicas 30: 9; Neemias 9: 30 e 31)) e a mesma Palavra: "Havendo Deus, antigamente, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos, nestes últimos dias, pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo." Hebreus 1: 1 e 2. O mesmo privilégio de viver em amor a Deus e ao próximo (Deuteronómio 6: 5, 10 , 19; 30: 6).

Por isso, não é surpresa lermos no Antigo Testamento, palavras como: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." Isaías 8: 20. Ou "E até os profetas se farão como vento, porque a palavra não está com eles; assim lhes sucederá a eles mesmos." (Jeremias 5: 13). Sempre e sempre se referem ao Antigo Testamento. São "verdade" (João 17: 17) e "luz" Salmo 119: 105, não somente até ao nascimento do Messias prometido, mas "eternamente" (Isaías 40: 8). Jó inspirado pode Deus, escreveu: "Do preceito de seus lábios nunca me apartei e as palavras da sua boca prezei mais do que o meu alimento." (Jó 23: 12) Porquê? Porque "Maravilhosos são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os guarda. A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices." (Salmo 119: 129 e 130), porque: "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra." 2 Timóteo 3: 16 e 17.

Finalmente, se um dia lhe lançarem o desafio de ter de escolher entre o Antigo e o Novo Testamento, opte sempre e unicamente pelo Evangelho, presente no Antigo e Novo Testamento.