Qual é o batismo bíblico?

Batismo

A Bíblia responde...

O Batismo não é uma opção mas um requisito da vida cristã que deve ser praticado até à vinda de Jesus. (Gálatas 3: 27; Mateus 28: 18 - 20). Apesar da importância, não há consenso sobre como e quem deve ser batizado. Nesta pergunta responderemos sobre o modo do batismo. Há quem pratique o batismo por Aspersão (borrifo ou gotejo sobre o individuo); Efusão (agua derramada na cabeça) e imersão (submersão total). A palavra batismo deriva da palavra grega Baptizo, e tem o sentido de imergir, mergulhar, submergir. Mas também pode ter o sentido de aspergir ou derramar, embora há palavras gregas mais claras para transmitir essas ideias e nunca foram usadas biblicamente. Qual é então, o batismo bíblico ?

A revelação bíblica é suficiente e não deixa duvidas. Não há vários tipos de batismos, mas um só (Efésios 4: 5). Quando procuramos em que condições foram realizados, as passagens bíblicas são esclarecedoras. “Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados.” João 3: 23. “E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.” Mateus 3: 16. “E aconteceu, naqueles dias, que Jesus, tendo ido de Nazaré, da Galiléia, foi batizado por João, no rio Jordão.” Mar. 1: 9). Outras passagens acrescentam que “desceram ambos à água” (Atos 8: 38); “e quando saíram da água” (Atos 8: 39) e João batizou “no rio Jordão” – (Mateus 3: 6). Além disso, o batismo é símbolo de morte e sepultamento (para a velha vida de pecado) e ressurreição (para uma nova vida com Cristo) o que é por si só, bastante esclarecedor (Romanos 6: 4 – 6; Colossenses 2: 12).

Arqueologicamente é fácil comprovar a existência de tanques batismais (batistérios) datados dos primeiros séculos que comprovam a historicidade do batismo por imersão. Estes batistérios existem por toda a Europa e inclusive em Portugal. O Testemunho dos Pais da Igreja como Justino Mártir (Apologia 61:3); Tertuliano (Do Batismo, c. 7 e c. 2), João Crisóstomo (Comentário às Cartas de São Paulo – Quadragésima Homília) testificam o batismo por imersão. A Igreja Ortodoxa Grega, que se separou da Igreja Católica no décimo primeiro século, pratica unicamente a imersão como forma de batismo, e assim tem realizado desde a sua separação. Antes da cisão, ambas praticavam a imersão, com os católicos permitindo, em raros casos, a efusão de doentes. A aspersão só foi oficializada pelo papa como método de batismo pela autoridade do Concílio de Ravena, no décimo quarto século.