No Céu haverá os que foram salvos pela graça e outros salvos pela lei de Deus?

Fé e Mandamentos

A Bíblia responde...

O plano da salvação da raça humana foi estabelecido pelo Soberano Deus. O plano de salvação é perfeito, porque o Soberano Deus é perfeito (Salmo 18: 30). No “Pai das luzes (…) não há mudança nem sombra de variação” (Tiago 1: 17), e no Seu plano também não haverá, a menos, que assim estivesse estipulado, desde sempre. Na Sua Sabedoria, Ele não pode falhar ou ser surpreendido, por algo que não esperava. Em todo o caso, desde a queda de Adão e Eva até ao presente, o homem sem ajuda divina, têm-se mantido na sua condição de perdido e pecador. Então, porque haveria Deus de ter uns salvos pela lei e outros pela graça? Porque haveria Deus de modificar o Seu perfeito plano de salvação proposto e anunciado desde o Génesis, para algo tão diferente no Novo Testamento? Acaso, Deus errou no Seu plano de salvação? Exigiu demasiado ao homem? Acaso, houve uma tão grande mudança na condição do homem, que agora o que era bom, já não é; ou que aquilo que era mau, no principio, agora já é bom? Acaso, o Soberano Deus, nega alguma dadiva ao homem, por simples capricho? Ou hoje, variável como as ondas do mar, Deus deixou de importar-se, ao ponto de permitir ao homem que aceda ao que desde o inicio era mau? Onde está o problema? No plano ou no povo? Foi o plano que falhou? O plano que estava errado? Ou o plano estava certo, mas o povo falhou no cumprimento desse plano?

Desde a queda em pecado no Éden, que a promessa do Messias foi feita e n’Ele o perfeito plano de salvação foi apresentado aos representantes da humanidade (Génesis 3: 15). Desde o Éden, até ao fim dos tempos, o plano de salvação será essencialmente o mesmo. É claro que haviam vertentes deste plano que deviam apontar para Cristo e findar com a Sua vinda. Outras, apontavam, e ainda apontam para Ele, tendo lugar na vida de um fiel seguidor do Soberano Deus. No Éden restaurado, não haverá os que, tendo vivido no tempo do Antigo Testamento, foram salvos pela Lei; e outros, depois da morte de Jesus salvos na graça. Apesar da fé em Deus não ser incompatível com a Lei de Deus (Romanos 3: 31; Gálatas 3: 21) a salvação nunca foi pela lei (Gálatas 2: 16) . A lei tem o seu lugar na vida do filho de Deus, mas não pode dar vida nem justiça (Gálatas 3: 21). A lei que foi concedida para vida, pela desobediência se tornou para morte, pois revela-nos como pecadores e indignos (Romanos 7: 10). Era necessário o derramamento do sangue de um animal inocente que apontava para Cristo. “E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão.” Hebreus 9: 22. Assim não foi pela lei, mas pela fé que Abraão, os antigos, Abel, Enoque, Noé, Abraão, Sara, Abraão, Isaque, Jacob, José, Moisés, Raabe, Gideão, e de Baraque, de Sansão, e de Jefté, e de David, e de Samuel e dos profetas, todos estes e muito mais tomaram posse da salvação em Deus (Hebreus 11). Assim, independentemente antes ou depois do Messias, o “justo, pela sua fé, viverá” (Habacuque 2: 4) e independentemente antes ou depois do Messias, “sem fé é impossível agradar-lhe porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” Hebreus 11: 6.