Foi a Igreja que escolheu quais deviam ser os livros bíblicos?

Bíblia

A Bíblia responde...

A Bíblia Sagrada é fruto de 40 autores diferentes. Alguns livros possuem inclusive o nome daqueles que Deus usou para escreve-la (Daniel, Ester, Tiago, Judas, Pedro, etc). Mas a Palavra de Deus, “nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. 2 Pedro 1: 21, ela é muito mais que a opinião dos homens. Ela é a Palavra inspirada de Deus (2 Timóteo 3: 16 e 17). Neste sentido, quando essa mesma Palavra era partilhada ela não necessitava da autoridade ou acreditação da Igreja. Não era a Igreja que concedia “santidade” à Palavra. Mesmo sem acreditação da Igreja, a Palavra dos profetas não era recebida “como palavra de homens, mas ( segundo é, na verdade ) como palavra de Deus” 1 Tessalonicenses 2: 13. De onde advinha essa credibilidade? Como sabemos se foi Deus que inspirou esta palavra?

Cada vez que alguém diz ser usado por Deus e possuir uma mensagem divina, somos instados a “examinar tudo e a reter o bem”. 1 Tessalonicenses 5: 21. “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” 1 João 4: 1. A prova advém do fato de que “Deus não muda” (Malaquias 3: 6). Qualquer palavra, se era inspirada por Deus, se era Santa, ela devia concordar com o já havia sido revelado e tinha dado provas ser de Deus. Daí o principio “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.” Isaías 8: 20. Se não concordava, não era de Deus.

Assim, desta forma a creditação da Palavra, ou a falta dela, não advinha da Igreja, nem de homens. A Palavra de Deus, nunca necessitou da creditação de homens pecadores e falíveis. Se era inspirada por Deus essa santidade, tinha de advir dela própria ao estar em conformidade com a revelação divina já existente. Tudo quando a Igreja fez não foi escolher, mas reconhecer essa autoridade já existente.