De onde surgiu o mal?

Mal

A Bíblia responde...

Nunca conhecemos uma outra realidade que não esta, de um mundo onde a dor, a injustiça e a morte se fazem sentir sobre qualquer um, independentemente da sua idade ou culpa. Talvez seja isto o mais difícil de ver no mal. Se ao menos o mal se fizesse sentir sobre aqueles que o causaram ou se fizesse sentir com alguma justiça e equilíbrio, diríamos que entre aquilo que é desagradável, ao menos havia alguma justiça. Infelizmente, na maior parte das vezes não é assim. Para além daquilo que é da responsabilidade humana, há muito de desumano no mal. Como chegamos a esta situação ou sempre foi assim?

Deus criou o mundo perfeito (Génesis 1: 10, 12, 18, 2, 25 e 31). Ali, não havia mal e tudo era harmonia, justiça e amor, reflexo do caráter de Deus. Assim era este planeta e toda a criação de Deus. Deus podia ter criado um mundo onde fossemos todos robots, mas isso não seria reflexo de um Deus de amor, nem as Suas criaturas poderiam na sua liberdade amarem e serem amadas, porque onde não há liberdade também não há amor. Foi no exercício dessa liberdade, que uma das criaturas perfeitas de Deus, Lúcifer – Anjo de luz se perverteu e induziu outros pelo engano a essa mesma perversão. “Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti.” Ezequiel 28: 14 e 15. Algures no tempo, ele “não se firmou na verdade” (João 8: 44) e fez o mesmo com os “anjos que não guardaram o seu principado” (Judas 6). Foi o orgulho e a exaltação própria que produziram a queda de Lúcifer, “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte. Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.” Isaías 14: 13 e 14. O orgulho e a exaltação é sempre caminho de ruína e queda (Provérbios 16: 18). Lúcifer sabia e mesmo assim, sem qualquer justificação, escolheu este caminho. Aquele que era o “querubim protetor” (Ezequiel 18: 26), o Anjo de Luz, tornou-se no Diabo, o caluniador ou acusador, também conhecido como Satanás, o adversário. Foi assim que conseguiu enganar Eva. Pela mentira e engano conseguiu faze-la duvidar da Palavra de Deus, do Seu amor e das Suas excelentes intenções (Génesis 3: 1 – 6). As consequências foram drásticas e estenderam-se a toda a espécie humana. Tudo o que Deus nunca desejou, como o sofrimento, a injustiça, as guerras, a dor, a morte passaram a fazer parte da realidade humana (Tiago 1: 5; Romanos 6: 23). Assim, para além da possível responsabilidade humana, e do muito de desumano que há no mal, há também algo de sobrenatural.

Um dia Deus destruirá por completo o mal, o pecado e todas as hostes Satânicas (Malaquias 4: 1 e 3). Um novo mundo surgirá como o perfeito jardim do Éden (Apocalipse 21: 1–7). A todos convida que escolhamos e aceitemos Seu plano de salvação (Apocalipse 13: 8) e não venhamos a ser encontrados entre os que mais amam o mal e o pecado